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segunda-feira, 2 de abril de 2012

When the Sun goes down

Tem coisa que fica na cabeça da gente durante anos. Na verdade, tem olhares q ficam.

Me lembro muito bem das vezes que cruzei com ela. Que cruzei com seus olhares. Foram poucas as vezes, não sei nem se ela lembra disso, mas mesmo que no inconsciente, pelo menos no meu, eu via algo ali.

E foi bom.

Aconteceu na mesma velocidade dos olhares. Foram horas juntos (não sei se posso chamar de dias), mas foi tudo tão gostoso que fica até difícil entender por que não deu certo.

Foi tudo muito resolvido, talvez o relacionamento mais bem resolvido que tive a anos. O mesmo calor que me abraçava me passava a segurança de que o fim não trouxe magoas, pois estávamos ambos entendendo o que estava acontecendo.

Não era a hora.

Não pretendo adivinhar os sentimentos dela, pode ser outra coisa, mas o importante é de como as coisas se resolveram.

Tudo bem dentro do fim.

O que mais me marcou foi sua delicadeza, apesar dos pequenos confrontos, não importava o quanto ela se alterasse dava pra ver isso nela.

Apesar de bem resolvido fiquei cheio de duvidas do que poderia ter acontecido. Nada de ruim, mas pensamentos bons, nenhuma tristeza, mas um sorriso de distante. Dentro de mim ficou um pouco de esperança, no limiar de uma suposição que paira minha cabeça.

E se...?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

The Currents of Space


A anos tenho um pensamento cruel: "Vingança".

Pensava isso dentro de um relacionamento, após uma briga, vontade de marcar a vida daquela pessoa da pior maneira possível. Guardava isso por conta do que é o meu pai, um homem amável e carinhoso, protetor e amigo, mas que não deixava nada barato, ainda mais se tocasse seu peito.

A grande questão é que, inevitavelmente, sou filho legítimo de minha mãe, a qual não falta amabilidade. Podem explodir o mundo no seu peito, o que sempre valeu a pena pra ela é o que vale a pena e ponto. Difícil alguem de fora dar valor a isso, mas é impossível não se aconchegar em seus pensamentos.

A raiva, que pra mim se confunde com a angústia, me faz esquecer. Nunca me fez ponderar, me fez simplesmente apagar o que me causava desconforto. Acontece que o tempo passa.

Por vezes vi tudo isso acontecer, ambos com ciclos variáveis de retorno, mas todos com o mesmo resultado: "Agora está tudo bem".

Casos são casos. A indiferença é mínima, se comparada ao que passou. Olho pra traz, "Ok", já não tira meu sono. Não penso mais como antes, não quero "destruir" mais nada, quero é abraçar meu sorriso e fim, continuar.

Hoje foi um caso, nada. Da parte de mim que cabe ao meu pai somente um "Muito bem... obrigado" e de minha mãe um "Que bom que tudo está bem". Não imaginava que seria desse modo.

No fim acabei sorrindo. É bom entender que será sempre o tempo o melhor remédio pros meus problemas do passado.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Segura insegurança


É difícil lidar com tanta insegurança.

Analizando friamente como reagi a isso nos meus antigos relacionamentos fui perceber que o único modo de eu não senti-la era ocupando minha cabeça e meus momentos com outras coisas, desde diversão em excesso a outras pessoas.

Outras épocas, outra cabeça e outros amores.

Encarando como o "boehmio poeta" que meu irmão tanto diz que pareço, tudo que faço parece ser em prol de mim, do meu amor e da minha felicidade.

Já falei eu te amo com a certeza de um devóto a cruz e mesmo assim acolhi minha insegurança em outros braços. Insegurança fajuta, infantil e sem créditos, por que não existia necessariamente, mas ainda me era cara.

Aprendi a controla-la antes, mas, hoje, faz tanto tempo que não me é necessário "utilizar" esse controle que vi que desaprendi a moderar meu peito.

Outra época, outra cabeça e outro amor.

É difícil lidar com essa insegurança infantil, que me aparece quando estou sozinho e fica perdida quando estou com ela. A vergonha de um homem é assumir o descontrole pra si e pro próximo, prometendo lidar com isso, mas sabendo que é extremamente difícil. Vergonha essa por se sentir tão correspondido e amparado, mas ainda sim abraçado, quando só, por esse aperto irritante. O pior é queacredito que a melhor forma de lidar com isso é pura e simplismente olhar para o lado.

Me sinto diferente, tanto interno quanto externamente. Minhas amizades, meus desejos, minhas preferências e meus sentimentos, todos se adequaram, mudaram e deixaram de ser o que sempre foram.

Existem coisas mais difíceis de mudar e outras que nem pretendo. Continuo sendo o "romantico" que gosto de ser, mas o homem que da vida a ele já não é o mesmo Não quero me tornar um novo moralista, mas esquecer a idéia que sempre tive sobre mim mesmo de que "não sou deus", pois se preciso "reeducar" minha insegurança preciso rever alguns dos meus conceitos.

Versos de amor
Parece muito doce aquela cana.
Descasco-a, provo-a, chupo-a . . ilusão treda!
O amor, poeta, é como a cana azeda,
A toda a boca que o não prova engana.
---
Porque o amor, tal como eu o estou amando,
É Espírito, é éter, é substância fluida,
É assim como o ar que a gente pega e cuida,
Cuida, entretanto, não o estar pegando!
---
Para reproduzir tal sentimento
Daqui por diante, atenta a orelha cauta,
Como Marsias — o inventor da flauta —
Vou inventar também outro instrumento!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Exagero


Todo mundo já sofreu com aquela pessoa grudenta. Aquela garota que sempre quer te ver, sempre quer sair, te liga, manda mensagem e a cada 2 horas gosta de falar contigo.

Acredito que muita gente que reclama se encaixa nesse padrão e, infelizmente, creio que tenho que me colocar, no mínimo, dentro dessa percentagem.

Como "estilo" de vida busco ser o mais romântico possível. Sinceramente, acho que da muito mais prazer nos meus relacionamentos me comportar dessa forma. O cavalheiro, o amante, o homem que ela lembre como exemplo, mesmo após o fim, de ter sido um cara "legal".

O grande problema é que o excesso de romantismo pode se tornar exagero e do "bom partido" você vira o cara chatinho que não deixa ela em paz.

Liberdade é, como sempre foi, linda prós olhos de quem a tem, mas complicada pra quem trata dessa "libertação". A liberdade em um relacionamento acaba sendo "ferida" por excessos de mensagens, ver demais, falar demais, querer sempre estar junto. Posso tratar como pergunta ou afirmação, cada caso é um caso.

A grande questão é, como saber?

Todo mundo tem ideia da potencial merda que pode estar fazendo, mas age do mesmo modo e sempre toma aquele susto com um "Você está indo rápido demais". O texto anterior tem um pouco a ver com isso, pois muitas vezes a pessoa pode não dizer "Vai com calma" pelo simples fato de gostar de você e não querer te magoar.

Sou um bom exemplo de surtos de elogios e carinho, as vezes sinto necessidade de expor isso a todo custo, mas sempre fico "Será que to pegando pesado?".

Conhecer o outro faz parte do processo, receber um simples beijo seguido de sorriso e pensar "Estamos indo bem" é algo acolhedor. Aqui tambem cabe a questão da conquista, todos gostam de se sentir queridos, mas não cercados.

Cercar é diferente de proteger, gostar é diferente de querer. O excesso e a confusão de sentimentos pode descarrilar bons relacionamentos por pura excentricidade. Busque ser um amante quando juntos e um grande amigo quando separados, muitas vezes a outra pessoa precisa muito mais do que um beijo de boa noite.

É bom ser romântico, mas tambem ser racional. Você pode encontrar respostas nas atitudes inesperadas ou em um abraço carinhoso em um cinema noturno, ela pode querer o mesmo que você, mas se expressar diferente.

Se não for tão fácil, controle seus impulsos. Você pode descobrir que ela sempre esperou isso de você e ai sim você percebe que é disso que ela pode mais gostar (nem sempre, mas não custa sonhar).


terça-feira, 17 de agosto de 2010

No "bem da verdade"


No bem da verdade, por ironia, todo mundo mente.

Um erro "brando" se comparado a maioria dos deslizes, mas que não deixa de acontecer. Esse, especificamente, vem, quase que automaticamente, após um pedido de sinceridade. Parece simples, mas é muito mais complicado.

"Gostaria de saber se esta tudo bem, me diz" - pergunta base.
"Sim amor, por que?" - retórica simples.

Para pra pensar, quantas vezes você mentiu quando respondeu perguntas desse tipo? Quantas vezes você foi sem querer ir ou consentiu sem gostar do que aconteceu, simplesmente por que isso soa mais carinhoso e até mais automático?

Muitas vezes essas perguntas, nem para quem as faz, tem algum sentido. Muitas vezes servem apenas para confortar o seu próprio lado de alguma incerteza maquiada. A afirmação das coisas mesmo sem a certeza absoluta, apenas do que sinceramente lhe interessa, tem valor.

Ao mesmo tempo, como disse agora, existem necessidades para tais perguntas? Insegurança e ansiosidade, ou só confusão de sua parte? Não da pra saber, ainda mais vindo de mim, que vivo assumidamente com esse problema.

Antes fosse melhor se calar, mas o mesmo problema de saber que você precisa disso é a necessidade extrema de buscar respostas. Muitas vezes a vontade de querer saber de tudo não pode ser suprida por quem deveria responder, não é culpa da pessoa. Entender isso é outro grande problema.

Quando, como e o que perguntar para obter respostas "satisfatoriamente" verdadeiras dentro do contexto de omissão X realidade, foda. As vezes tentar qualquer coisa faz com que tenhamos que trabalhar com isso, de modo a construir algo, a velha premissa de que devem haver sacrifícios para que tenha fim uma amarga guerra.

nota: a mentira aqui é tratada como ferramenta de um relacionamento, dentro do aspecto da "mentira branca", não como alusão a filhadaputagem, por assim dizer.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

E quem você conhece demais?


O que dizer e o que desejar quando você busca alguem que sabe demais de você? Digo, não saber o que você pensa das coisas, sua comida preferida ou o que faz a maioria do tempo, mas saber praticamente tudo o que você já fez de errado, tudo que você já passou e tudo o que você pensa sobre relacionamentos.

Até quando é um erro? Se não, até quando é viável e, pior, sentimentalmente aceitável?

Conhecemos pessoas quais a simples visão do passado ou, não indo muito longe, seu último relacionamento, já nos assusta. Jamais se envolver tendo em vista estranhas perspectivas, sensato ou não, é praticamente isso que fazemos.

Mas e se "correr o risco" envolver alguem que você, por incrível que pareça, acha que valha? Não atirando cegamente, muito menos pensando em "ignorar" seja o que for que a pessoa possa ter feito, mas empregando a mesma sensatez anterior?

Não é tão simples.

Voltamos a existente casualidade e a uma amizade traçada dai, não aquela de infância ou qualquer outra, mas algo baseado no afeto e na confissão, do desejo de que fique bem e na intimidade. Difícil explicar, espero que fique aceitável o entendimento.

Passamos para os pormenores.

O desejo está lá, podia sempre ter estado, até que uma das partes se abra mais, desista ou busque algo a mais que o casual. Não poderia ser aceitável, podia ter acabado com tudo, mas não foi o caso e isso, sinceramente, foi muito bom.

O início é confuso e complicado. A invasão de "espaços" e o aparecimento de "casos" são e podem ser ocasionais. Ambos sempre foram claros quando falando de assuntos alheios, buscar sermos mais ainda quando tratarmos dos nossos próprios pode(e creio que deva) ser uma realidade.

Perdendo ou ganhando.

Daqui em diante, dado a "intimidade" que sempre existiu por tratar desses assuntos, tudo me leva a uma única obrigação (não negativa, mas apaziguadora): a realidade do que acontece deve ser a verdade absoluta, seja para o fim ou não.

Me apego muito ao quanto creio que "possa contar" com a pessoa. Nesse caso, a única coisa que torna-se digna de preocupação (anseio) é se dará certo. Não penso no pior, acho que, melhor ainda, se der certo tudo será claro e, caso de errado, mais claro ainda (antes que o mundo exploda na mão de seja quem for).

No fim, a melhor diferente entre esse possível relacionamento e um enlace "normal" está na capacidade e poder de 2 palavras que ambos sabem que não deixarão de ser ditas: sim e não.

É bom acreditar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Coisa de pele

Antes tratasse sobre a letra de Jorge Aragão, livrando nossas cabeças de um eventual preconceito relativo ao amor entre tipos e raças, serei menos poeta por aqui, falarei sobre um certo problema.

Uma das partes mais prazerosas de se estar com alguem é no exato momento do contato. Quando você sente a pessoa contigo, todos os lados, cada centímetro que o momento lhe proporciona de chegar mais perto. Já me vi cativado por ocasiões que se completavam pelos perfumes que ocupavam meu ar: seja o que ela usa, seja a mistura com o meu ou até mesmo um gosto de vodka e cerveja (conheço gente que gosta da mistura de cerveja e cigarro).

Qual não é a sua surpresa quando algo acontece após uma balada e você se vê numa situação complicada. O motel não tem chuveiro e você está sem escovas de dente, correr atrás de um halls ou bébe água até explodir, gargarejos e tudo mais, o mais impressionante que você nem faz tanto isso por ela, mas pelo desejo de estar mais "apresentável". Mas sejamos francos, álcool demais pode CORTAR isso da sua mente (e coisa pior), mas não estou encarando por esse lado.

Tudo pode acontecer e é totalmente aceitável quando não existe escapatória. Ficar com alguem numa noite e querer que ela faça alguma coisa preocupada com você pode ser um sonho a parte, mas o que dizer de quem aparentemente NÃO ENXERGA/LIGA pra isso?

Impressionantemente existem mulheres que parecem não pensar na ocasião que o parceiro pode se incomodar com esses problemas. Seja por tempo, costume ou falta de interesse, mas atos simples em um banho ou antes de uma relação são muitos úteis, até mesmo para se causar uma melhor impressão.

Penso assim, pois já passei por isso.

Já me deparei em dois casos relativos, que me incomodavam por se tratar justamente de pessoas que eu era interessado, me privando em alguns momentos, pois não me sentia confortável. Não é das coisas mais fáceis falar sobre esse tipo de assunto, mesmo com pessoas que você gosta (claro que não se tratavam de namoradas de longa data, ai o papo muda) afinal, não estamos falando de um mal hálito ao acordar, mas de algo que até decepciona em momentos de intimidade.

Em um banho juntos, notar algo de errado, tentar dar um toque sem muito alarde ou constrangimento, pois a pessoa pode sentir vergonha na hora, pois como disse, as vezes é o jeito, as coisas complicam mais, mas nem sempre o nosso mundo é o certo. Conheço gente que tem cara de pau o suficiente para chamar a atenção na hora ou dar um toque mais direto, é muito complicado, não é meu tipo, sei que por conta disso acabo tendo que lidar com a situação, mas não podemos ganhar todas.

Quando nada muda, no meu caso, eu chego a desistir da pessoa. Claro que existem dezenas de ocasiões, tudo pode ser mudado, pensado. Uma conversa, se você realmente gosta da pessoa, vai ser boa, tanto para resolver esse incomodo quanto para ajudar a construir, se desejado, uma melhor relação.

Claro que o tesão pode nos fazer não pensar em nada, jogar nossos conceitos e pensamentos pro alto, fazendo aquilo tudo valer o máximo por mais complicado que fosse. Em uma vida agitada, a noite pode ser a única que vai estar pronta pra nos abraçar, juntamente com nossos desejos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Gostamos mesmo é de sofrer?


Amigas minhas que namoram/namoraram durante um tempo considerável vivem dizendo-me que tenho que largar dessa vida libertina de solteira e ter um relacionamento sério para saber como é bom ser realmente querida por uma pessoa. E apesar de eu ser bem desencanada (tentar e com sucesso, na maior parte das vezes), sustentando esse orgulho de não pertecer a ninguém e ter a todos, chega o momento no domingo, após um fim de semana geralmente agitado, que eu deito na cama e tudo que queria era receber aquela mensagem no celular de boa noite de alguém que realmente te quer bem e vai sentir saudade de você da 2ª até a 6ª feira.

Com isso, peguei-me pensando em meus quase relacionamentos dessa vida bandida, e cheguei a conclusão de que sim, eu já tive isso! E surpreendentemente, de quem eu menos esperava (e nem sei porque, na verdade seria a pessoa mais óbvia): de uma menina. Sim, entre tantos homens com que já sai, nenhum me tratou tão bem quanto uma certa menina com quem sai por um tempo.

Conhecemo-nos por acaso numa balada, trocamos números de celular e combinamos de nos ver 2 dias depois. Começamos a sair vezes e mais vezes, e os momentos com ela eram daqueles que me faziam ficar suspirando após cada encontro. Um convite pra ir a um café, a um cinema, para assistir um filme com ela, no frio, abraçadas em baixo das cobertas, um caminhar pela manhã juntas até eu ir embora, só para ficar mais tempo ao meu lado, sms perguntando se cheguei bem em casa e mandando boa noite...era tudo. Tudo isso tirando as outras milhões de qualidades que ela possuia: bonita, feminina, mais velha, formada em uma universidade federal, trabalho legal, estilosa, bom gosto musical, filmico...era a coisa mais fofa que já apareceu na minha vida. E eu, amando tudo isso. Era uma época que eu estava me relacionando praticamente só com mulheres, meio desencanada total de homens (nem sei porque, simplesmente aconteceu). Vivi tudo com muita empolgação e curti por muito tempo, sempre sentindo aquelas borboletas na barriga e aquela ansiedade absurda antes de ve-la e abrindo um sorriso de orelha cada vez que lembra de nós juntas.

Ai, eis que começo a ficar com um menino! E começo a me lembrar como é bom isso. De repente, toda minha fascinação pela menina começa a ir por água a baixo. E ela, tão fofa como sempre foi, me pede em namoro justo nesse momento. Fui obrigada a recusar e acabou. Um pessoa incrível, que saiu completamente da minha vida e de repente. E talvez fosse a que mais deveria ter ficado.

Entre tantos na minha vida, não digo que fui mal tratada por nenhum deles, mas nunca fui realmente bem tratada como uma mulher (e acredito que não só, mas como costumamos ter a fama de ser mais sentimental, né...) realmente quer ser. Parece que ao mesmo tempo que eles fazem algo que lhe agrade por um lado, decepcionam-te por outro. Ou então, justamente por terem feito algo que lhe agrade, fazem você ficar na espectativa de que as coisas continuaram assim, sendo que depois só vai ter a indiferença. Não acho que seja por mal, na maior parte das vezes. Mas apenas estão agindo coerentemente com o que estão sentindo, o que é certo. O que me faz concluir: nunca sentiram muito por mim. Já fiquei com muitas mulheres e ultimamente isso tem acontecido meio que por acaso. E sim, são sempre carinhosas. Não fazem tudo pensando somente em fazer sexo com você. Mulher com mulher rola uma amizade e cumplicidade que tornam a relação muito gostosa. Mas nunca mais chegou perto de dar em nada mais sério, e acho que principalmente por que eu não quero. Eu fico mesmo atrás de homens.

E por que, então?

Não estou considerando as diferenças no sexo em si, que acho que pode ser tão bom com ambos quando a relação que você tem com a pessoa é legal. Mas quanto a isso também, busco sempre com homens. Mulheres são sempre o acaso que me coloca.

A verdade é que eu fico atrás daqueles com quem minha relação não é exatamente do jeito que eu gostaria, e nem sempre é bom. Sempre estamos buscando a felicidade e muitas vezes quando a encontramos jogamos a oportunidade fora. Talvez essa história de que o que gostamos mesmo é de sofrer seja então verdade.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Relacionamentos: um bom modo de viver a vida.

Hoje é aniversário do meu pai, parabéns.

Eu sou do tipo de cara que refléte de tempos em tempos buscando a melhor alternativa de me sentir feliz. Se posso ser feliz com alguem, sozinho ou vivendo de casualidades.

Não sou o melhor dos homens, mas me julgo romântico e carinhoso, sentimental e um pouco bobo quando o assunto pega no peito, mas me julgo forte pra seguir após a intempéries.

Passando por algumas ocasiões, conhecendo pessoas das mais diversas personalidades e carinhos agente acaba tentando decifrar todo mundo através de um beijo, de uma noite, de um sorriso. Tenta encontrar um amor ou um desprezo, um vacilo que te faça entender tudo que aquela pessoa quer com você, por que está agindo daquele modo e como fazer para ela te amar ou te odiar quando preciso.

Vejo que trabalho através de cálculos.

Contas que somam, dividem e resultam no que eu preciso. A soma de todos os medos, todos os meus, fazendo de tudo para que o resultado seja positivo pra mim e não tão negativo pro próximo (as vezes nem sei por que me preocupo "tanto" com isso). Não sou, por conta disso, um cara frio, jamais.

Esses dias me julguei egoísta, medroso. Joguei pro alto algo que crescia em mim por medo de ficar chorando pelos cantos em um futuro próximo, mesmo pra mim, que "creio" saber lidar com as coisas, mesmo que dure uma única semana, eu corri. Não posso ter medo de fazer isso.

O maior erro de uma pessoa é não amar. Todo mundo pode achar que eu uso demais essa palavra (por mais que não seja constante), que ela perdeu o valor pra mim e que eu não sei o que isso significa. Errado. Eu sou um dos homens mais intensos que eu conheço, erro muito por conta disso, mas não vejo nexo em desperdiçar meus suspiros em uma cama pra depois me levantar e ter preferido dormir sozinho.

Posso garantir, pros mais invejosos (por assim dizer) que meus minutos são mais belos que os deles e que meus suspiros mais fundos que os seus. Mas é claro, sejamos francos, nem tudo são rosas e posso sim me deitar entre espinhos.

Claro, a apoteose que busco no amar acima de todos esses meus sentimentos parece utópica, mas acredito veemente na conclusão de "um abraço mais que afago e um beijo mais que um verso".

É bom estar para o amor como estão seus dias pra vida, pense.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sincericídio dos Tempos Modernos

Sempre que queremos falar sobre os relacionamentos que temos cotidianamente, acaba vindo a mente sempre aquele já famigerado termo: “tempos modernos”.

Baudelaire definiu a modernidade como sendo “o transitório, o fugidio, o contigente; é uma metade da arte, sendo a outra o eterno e o imutável.” Claro, nós não estamos mais na Paris de Baudelaire nem no século XIX, mas mesmo com todas as contestações que a pós-modernidade trouxe a ela, não é dificil definirmos nossos envolvimentos com outras pessoas com essas características ligadas a fugacidade tão típica do periodo moderno.

E essa fugacidade parece então ser tornado a base desses relacionamentos ditos modernos. As pessoas envolvem-se procurando one, two, three or more night stands, e parece que o pressuposto de todo envolvimento que se tem com alguém é que vai ser superficial e sem nenhum futuro sério.

E eu me incluo entre essas pessoas. Tão apegada somente ao desapego, eis que acabo agindo inconsequentemente, como se não houvesse um amanhã e pouco me importanto para os juízos de valores que surgirão em tudo isso. Sou de certo modo fria, não no modo de agir, mas na forma como permito (ou não) me envolver. Tendo como pressuposto, então, que tudo aquilo não vai passar de mais uma pegaçãozinha entre as outras, e que logo vai passar quando cada um já não tiver mais vontade.

Mas a gente não age só racionalmente e seguindo nossos impulsos biológicos. Sempre há aquela coisinha chamada sentimento que as vezes insiste em dar as caras no meio de tudo isso. E o que fazemos então quando ele surge? Ele, diferentemente das coisas modernas, não é fugaz e desaparece facilmente. Assim como ele permanece, ele requer permanencia. E ai, o que fazemos com o nosso tão cômodo e asséptico relacionamento moderno?

Não sou a melhor pessoa para relacionamentos, e quando me encontro nessa situação, realmente não sei como agir. Sinto me como uma idiota quando penso em revelar o que realmente sinto. E isso porque? Porque ao contrário de como as coisas seriam normativamente, parece me que deixar-se envolver é uma atitude inocente, se não “errada”. Ao invés de termos um relacionamento com alguém porque essa pessoa é especial para você, parece que nestes tempos modernos acabamos preferindo a maior parte das vezes aqueles que são quase indiferentes. E quando você surge com intenções distintas, abrindo seu coração, a pessoa geralmente acaba assustando-se e tudo acaba por aí. Quando se é sincero, geralmente coloca-se um ponto final no seu (pseudo?) relacionamento. E aquele que está cheio de sentimentos, fica na merda. Cometemos praticamente sincericídio.

E só eu acho “errado” isso? Não vou vangloriar me de ainda possuir uma certa nostalgia dos tempos não-modernos, porque eu sou uma das que mais procura sair intacta de tudo que vivo. E não me orgulho disto. Mas quando me encontro na posição do outro, fico realmente desnorteada. E não é bom. A fugacidade dos relacionamentos modernos não anda me parecendo mais tão atrativa, ao menos agora. Ainda falta, pelo menos para mim, descobrir a metade eterna e imutável dessa modernidade toda.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sexo: Relação de amizade ?


No mundo de Platão, conhecido como o mundo das idéias, isso seria a coqueluche do momento, aliás, acredito que tentamos tornar isso a coqueluche do momento há tempos, desde Calígula até as festas Americanas. Tratar o sexo como um beijo na testa seria algo maravilhoso. Com o perdão da palavra, seria uma "punheta" coletiva. Satisfação garantida, sem malefícios e peso na consciência.

Felizmente, nós seres humanos, somos condenados a ter sentimentos, o sentimento que circunda o sexo pode na maioria das vezes ser melhor que o próprio, o cheiro, o gosto, o perfume, a sintonia, o olhar, o aperto, o arranhão, a fala, o esgotamento. Isso ultrapassa a barreira do entendimento, quanto mais de uma amizade.

Quando temos esse tipo de contato com alguém, a vibração entre os corpos deixa de ser meramente "me preocupo com você" ou "somos amigos e trocamos caricias". Essa explosão faz com que pensamos como seria bom recebermos de uma amiga um carinho, um abraço forte, um cafuné, um beijo na boca, e uma noite de sexo... (Então é isso o narrador usa crack! ora ele condena o ato e ora ele defende).

O agora deve ser defendido sempre, no momento em que duas pessoas estão em sintonia com as mesmas vontades e livres de maculas, acredito que o prejudicial seria não fazer.

No entanto quem não sente ciúmes de uma amizade? A maioria de nós somos ciumentos e odiamos ser, quem não arranca os cabelos, frita de gastrite, range os dentes, dança igual ao James Brown e sente a estruturas das pernas desabassem só de imaginar a pessoa amada ao lado de uma outra pessoa, ou pior, sendo mais feliz do que é com você! Seja na cama ou na amizade.

Amizade (latim vulgar amicitas, - Átis), 1 – Afeição recíproca entre dois entes.” É publico e notório que amizade vai muito alem disso, amizade é um conjunto de N características entre elas, lealdade, admiração, respeito, dedicação, atenção, cumplicidade etc. Não são todas essas características que procuramos em um parceiro? Pois bem.

O PONTO - Sexo e amizade são paralelas e como todos sabem paralelas não se cruzam, elas podem caminhar até o final dos tempos lado a lado, porem nunca no mesmo espaço e tempo, agora é sexo e daqui a pouco é amizade, agora é amizade e daqui a pouco é sexo.

Do mesmo modo como estar disposto agora e daqui a pouco não, estar triste e daqui a pouco feliz. Somos instáveis mesmo, metamórficos com orgulho. Pensamentos de agora podem se tornar inverdades amanha.

Afinal quem nunca quis casar com uma(o) amiga(o)? Ou ter uma relação de amizade com quem se faz sexo?

Quem aqui vos fala é novo na quebrada, de rosto conhecido e de ideais atípicos com relação ao ponto de vista dos meus dois amigos deste blog. Na mesma fase, no mesmo role e semelhante circulo de amizade, de discrepante só a “persona” - (do latim persona), na psicologia analítica (Jung), é dado o nome de persona à função psíquica relacional voltada ao mundo externo, na busca de adaptação social.

Vou tentar debater o que escrevem, ou pelo menos alimentar as almas mais próximas dos meus pensamentos como manda a boa e velha democracia.

domingo, 28 de março de 2010

Um contrato pra firmar futuro


O que dizer quando nos sentimos carentes e em busca de algo real? Procuramos não se sabe o que com não se sabe quem, pensando em diversas formas de ser feliz e se irritando por julgar não encontrar ninguém, nunca.

Esse vazio que todo mundo busca preencher com pensamentos é comum em diversos momentos da nossa vida. Após longos, curtos ou intensos relacionamentos. Após momentos de grande tristeza ou até quando vemos amigos irem embora (seja lá qual for o por que).

Como eu disse no post passado, é bom encontrar alguém interessante, que chame sua atenção, mas até quando você fixar essa idéia vai ajudar a se sentir melhor?

A gente não pode viver aficionado nessa expectativa, se não a vida trava, certeza.

Conheço garotas interessantes que buscam esse tipo de ideal em cada relação em questão. Ou pior, só aceitam entrar em algo se for "técnicamente estabilizado". Na real, eu creio que elas não se dão ao direito de buscar uma possibilidade, uma aventura inicial. Nunca é bom o bastante ou nunca pode se tornar bom o suficiênte.

Um contrato, um negócio, uma garantia. A não ser que o horizonte mostre um caminho seguro, nada pode acontecer. Claro, ninguem quer ter dor de cabeça e se jogar em algo que nos machuque, mas a idéia que eu sempre passo é a estabilidade, não? Buscar lidar com os sentimentos e gerenciar o melhor a se fazer.

A carência afetiva é uma verdade pra todo tipo de pessoa, sendo fria ou sentimental, não importa, todos vão sentir algo assim um dia. Do mesmo jeito que creio na fé, creio que não adianta focar só pensando que nada da certo. Esperar acontecer não é o ideal, mas pensar que algo bom pode acontecer é válido, pelo menos pra mim.

Acredito que esse ano posso conhecer alguem especial ou que no mínimo valha a pena, salvo os casos e relacionamentos casuais cotidianos, tudo vai correr bem.

Sentimento é bom e ter em mente que você quer algo de bom pra si mesmo, sem expectativas doentias, é certo, válido e essencial pra se encontrar a felicidade.

Olha como eu tento ser filosófico de vez em quando, rs.

domingo, 21 de março de 2010

Amor em tempos de guerra


Amar é...

Bem relativo, diga-se de passagem. Costumo brincar muito com isso, pois acho bem simples se apaixonar e querer passar cada minuto da semana com uma pessoa. Nada mais gostoso e atrativo, tudo facilita. Claro que pode chegar a hora do enjoo e tudo mais, mas lido com isso como se fosse uma constante, tem vezes que enche e tem vezes que não.

A figura perfeita nem sempre é duradoura, muitas vezes momentânea, tudo muda nos momentos seguintes a intimidade. Após o sexo, a balada, a tarde juntos, as perfeições e imperfeições daquela pessoa (antes "momentâneamente tudo") se tornam barreiras e/ou escadas. A dois minutos eu a julgava essencial, agora não mais. Estranho.

O que agente faz com aquela "vontade absoluta" de mandar bom dia, boa tarde e boa noite por mensagem ou no telefone na semana passada? Isso meio que sumiu, caminhando junto a ela quando bateu a porta do carro. Você pensa "Ela não é tão boa assim" e acaba aceitando, mas sempre tem um "mas".

Mas ela é boa sim, mas ela é bonita, mas ela é divertida, mas ela é madura, mas ela é(...). Tudo que você sabe dela é uma imensa verdade, o problema é que tudo quase se anula com a afirmação da convivência. O que nos força, meio que inconscientemente, a gostar mais.

Mesmo após vacilar e aparentemente desistir dela, a noite cai e um aperto fica, você manda uma mensagem de boa noite e aguarda uma resposta a altura. Forçado ou não a gostar você reconhece nela algo que fazia um tempo não achava, meio que camuflado e muito íntimo, algo que só você pode enxergar, algo que só você pode prezar: um valor.

Encontrar alguém de valor, por mais que não aparente ser a melhor pessoa do mundo, é muito bom e pode te trazer mais felicidade. Creio que seja difícil, ao mesmo tempo, calcularmos esse valor, vai de pessoa pra pessoa, nem sempre os meus valores podem ser aceitáveis para outros.

Na verdade nós mesmos podemos nos iludir e nos encontrarmos em valores meio falhos, ou incompletos. É nessa hora que devemos ser um pouco egoístas e sacar da premissa de que "o amor não é perfeito".

É bom gostar, amar, estar e conviver. Acho válido você não se guardar, aprender a lidar com as coisas e deixar que todo o amor venha a acontecer.

Quando me referi a guerra no título quis fazer uma alusão a dificuldade que agente tem de gostar, brigamos com nós mesmo por isso, até quando se torna óbvio que é esse o destino.