segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O julgamento de um cafajeste


Posts de começo de ano são sempre assim, ainda mais em um espaço como esse, que agente expressa um lado mais cruel, realista, sentimental e verdadeiro da nossa opinião. Prometo ser o mais interessante possível.

O que eu passei esse ano foi foda. Relacionamentos, encontros, amigos, casualidades, amores e um leve toque de tristeza. Normal pra um jovem comum de vinte e poucos anos, não?

Amante. Talvez seja um defeito eu mesmo me julgar um desses, a velha história do boêmio poeta , tudo é bom, tudo é festa. No final das contas a tristeza é só mais uma razão pra comemorar com os amigos mais tarde. Procurei gostar de quase todas as garotas que conheci, tentei, me esforcei em alguns casos, mas não foi o ano certo pra isso. Tomei alguns pés e deixei coisas de lado, boas garotas e possíveis amigas, pelo fato de não achar que poderia ser a certa. É complicado escolher quem gostar, mesmo pra um cara que não tem medo de nada (relacionamentos meu velho, relacionamentos...).

Percepção. Se eu já me julgava ligeiro pra esse tipo de coisa, quando se trata de mulheres, acho que esse ano foi a prova pra constar que REALMENTE nem tudo são rosas, não mesmo. Conheci uma boa quantidade de esteriótipos, de desejos, de medos e de "foda-ses". O que eu quero tem gente atrás e procurando em dobro (deixando claro que falo sobre mulheres, pois de homem todo mundo já sabe disso). Chego esse ano atráz de algo bom, mas de escudo e espada na mão.

Vacilos. Vacilei. Perdi muito por erros idiotas. Nada ligado a relacionamentos de fato, mas me antecipei demais, posso ter assustado quem eu queria bem, devo ser mais calmo. Sempre penso no tempo e acabo indo com muita sede ao póte, vou tentar ir mais devagar. Preciso, aliás.

Errei. Passei tempos felizes. Começo, meio e fim. Tudo acabou pra mim do jeito que eu imaginava, cedo ou tarde. Complicado é ver que esse mesmo tempo tenha sido como um rompimento pra outra parte, isso é foda .Creio que magoei quem não devia e fugi de algumas responsabilidades por ter a idéia de que "nem tudo era culpa minha" , agente sempre pensa que "acalmar os demônios dos outros" não tem nada a ver com agente. Claro que não, fiz o que achava que podia (nunca demais e nem muito menos o bastante).

No fim, pra esse ano, espero mais amor, mais tempo pra curtir quem eu gosto e mais qualidade de vida (se é que você me entende). Foi muito bom e não me arrependo 100% de muita coisa (vou chutar uns 10% de tudo que aconteceu. Esse ano poderia ter sido diferente, mas se vaca voasse, não é não?). Creio eu, que tudo que eu fiz foi por que tinha que ter sido feito, por que sou desse jeito mesmo, aprendi e agora mais um ano chega com mais uma ficha pro jogo.

Desejo um feliz ano novo pra vocês, beijos pra todos os amores e um único até mais pros meus inimigos!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tempos Modernos


Meu pai me pergunta sobre as garotas que eu conheço e sobre pseudo-relacionamentos. Ele quer saber se eu estou namorando e acha um absurdo a idéia de que aquela garota é uma amiga minha e que isso resume nosso "relacionamento". Chega a ser engraçado e é nessa hora que eu respondo "São os tempos modernos papai".

Meu pai curtiu a vida demais, tanto que não me responde e nem me conta o que fez dos 20 aos 40 anos, mas mesmo pra ele o modo como as coisas acontecem "hoje em dia" é bem diferente. Ele sabe que conhecer mulheres faz parte da vida, gostar delas e querer algo mais também, mas se espanta quando percebe que o desejo sexual está virando o teor alcóolico que tinha o primeiro beijo.

É por isso que vemos que muito (ou quase tudo), do assunto, se resumo a sexo.

Sair com "X" pessoas justamente pra isso, transar, durmir ou só fazer e sair fora. Não durmir em casa durante a semana só pra passar mais tempo transando do que durmindo. Claro que não é desse jeito (eu durmo mais), mas esses são os tempos modernos que eu me refiro quando falo com meu pai.

As vezes você até se motiva em sair com alguêm, até pensa "Beleza, acho que agora vai", mas na segunda vez que você sai volta pra casa pensando que ela seria mais interessante deitada numa cama do que sentada em uma mesa de bar.

Sexo segura relacionamentos, cria e tambem acaba com eles. Já fiquei por sexo, já continuei por sexo e já acabei tudo por causa disso. Creio que fica a pergunta "Aonde você quer chegar tentando explicar essa besteira de tempos modernos?"...nenhum lugar.

Acho bom discutir sobre isso e ver até aonde agente aceita esse tipo de coisa. Mulheres que só transam por amor, que vêem sexo casual como pura futilidade (quero deixar claro que conheço homens assim também) versus aquelas que encontram na casualidade boa parte da diversão do fim de semana.

Como bom amante penso nos dois casos, quero me divertir, mas ainda busco encontrar paz nessa guerra. A casualidade é uma moeda de duas faces e quatro verdades. Em ambos dos lados temos aspéctos positivos e negativos, mas nos dois casos devemos saber em qual lado apostar e como administrar a sorte de uma possível vitória.

Pra falar a verdade esse post não foi muito prestativo, mas prometo um assunto melhor da próxima vez.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Trocando minha insegurança pela sua


Acho que vou mudar esse blog pra "Comofas? e Fikdik em: E foi bom?", já que mais ninguém escreve aqui (chega d lástima). Enfim.

Deu pra perceber que a maioria das coisas que eu escrevo surgem à partir de conversas com algumas garotas/amigas/peguétes. Eu, particularmente, adoro conversar com mulheres sobre suas vidas amorosas e seus anseios sentimentais, é legal saber que ela confia em conversar com você sobre isso, ou simplesmente não dá a mínima (existem casos).

Em uma conversa que começou em uma saída amigável (sai com ela, mas sem fins lucrativos) surgiu o assunto "Ex" e os problemas que envolvem essa entidade quase que demoníaca (para uns) e insignificante (para outros).

O fim ocorreu, mas os remembers e conversas sem nexo se tornaram inevitáveis. Claro que a culpa disso é dela (no caso) de sempre "trombar" com o individuo, de ver o que acontece, de ir até a casa dele e de mexer naquela máquina destruidora de relacionamentos: o orkut.

Sabe como é, não? Não culpo só as garotas, os homens fazem isso. O que quero deixar claro é que fazer isso é a mesma coisa que pular em cama de prego, andar em brasa quente e amar sua sogra: você sabe que tá fazendo merda, mas vai que vai. O problema não está em ver que a vida dele segue, é ela não estar preparada pra isso. Ai vai lá e sofre, chora e tudo mais.

Sabendo qual é o background da situação vocês vão poder entender aonde quero chegar.

Ao conversar sobre o que fazer ela me veio com uma questão que, pra mim, se tornou um revelação muito clara. Ela disse "Como faço pra sair dessa por cima?". A meus amigos, todos querem, não é mesmo?

Como, uma pessoa que corre atrás da outra e se mostra tão submissa a tristeza pode, de uma hora pra outra, deixar claro que a existência do cara não lhe importa mais?

Na minha cabeça esse é o típico caso em que ela liga mais para o que ele vai sentir (tipo "ela não liga mais pra mim? IMPOSSIBLE" ou "oh deus, ela sumiu, será que eu perdi ela de vez?") do que no fato de esquece-lo. Uma vingança, meio que disfarçada, mas algo que faça ele sentir parte do que ela sentiu.

Gente do céu, será que um pouco de maturidade e auto confiança não seriam um pouco mais aceitáveis? Eu sei, mais do que ninguém, que esquecer é um desafio, uma prova muito difícil e muitas vezes deixa marcas, mas botar como objetivo "ser melhor que ele" não vai fazer você esquece-lo e nem ele te amar do nada (calma, eu sei que isso existe, mas estou querendo lidar com a situação).

Quando você tenta esquecer alguém, a primeira coisa que deve-se fazer é aceitar, passar por cima e entender que tudo tem seu fim. Pare pra pensar, você não merece sofrer e pensar assim chega a ser até mais justo consigo mesmo. Ele não te ama, adeus. Pense em ser feliz.

Esse tipo de coisa me deixa triste (se não revoltado), pois é isso que faz as pessoas deixarem de aceitar gostar das outras, o desejo de nunca voltar a se sentir inferior, de se vingar, de sair por cima. A sua insegurança é passada a frente e busca sempre passar por cima da insegurança do outro.

Auto estima não é só se sentir melhor que o outro, é saber lidar com seus limites e fantasmas de maneira segura e respeitando o que você sente. Eu não me deixo de jogar em relacionamentos, claro que não sou perfeito, mas aprendi bem a lidar com o que eu sinto (mesmo sendo tão sentimental). É muito bom aprender mais de si mesmo e mais com outras situações ou pessoas.

Quando você busca ser melhor que ele, acredito estar apenas querendo provar seu poder sobre o que ele exerceu sobre você, passar por cima do amor e do sentimento, querendo uma prova física de que ele te deseja e ter certeza de que vai sentir sua falta (mesmo não sentindo mais, tornando sua lamúria ainda mais triste).

O melhor é analizar O QUE VOCÊ vai sentir e COMO sentir. Qual sua força pra lidar com isso e quão gradativamente você pretende melhorar e esquece-lo. Tendo em mente que essa conquista é sua, sendo motivo de orgulho seu e de mais ninguém.


Não é pra sofrer calada, mas se estabilizar de maneira conciente. A idéia é construir um alicerce que crie sustento, nao uma alternativa que sirva apenas para o momento. Pense.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

#1





Essa tirinha é um teste, pretendo postar uma por semana. Isso ai surgiu por causa da conversa do msn do post passado e não tem nada a ver com o que a gente do blog pensa, então nada de showzinho e picuinha com ela. Eu e a Fikdik escrevemos (um homem e uma mulher), mais uma prova de que estamos tirando é um sarro mesmo. Espero que gostem :)

terça-feira, 28 de julho de 2009

O que você faria, todo mundo faz(?)


Esses dias comecei uma discussão quase que sem fim com uma amiga por MSN. Iniciamos a conversa com um comentário sobre uma amiga minha que tem uma amiga que dá pra um cara famoso aê. O papo foi tão longe que eu acabei terminando como um pseudo-machista babacão. Claro que fiquei revoltado, pois não me considero um monstro (bem como não sou um santo), mas ao ponto de ser taxado assim, ai não.

Claro que não foi tão rápido e ela, de uma hora pra outra, já veio com essa, o assunto foi desenrolando, fluindo e chegando aonde não era pra chegar. Durante a conversa eu até me assustei, pensando que não era possível, nunca fui criado assim, não é justo que eu seja isso que ela está falando. Nisso, fui passando o texto pra Fikdik (que é uma amiga confiável) e ela foi comentando tudo.

No fim, percebemos que minha amiga era um pouco exagerada quando comentava sobre suas decepções com o mundo, não uma extremista, mas exagerada. Que eu não chegava perto de ser um machista e que muitas coisas são ditas, e acontecem, por conta da nossa criação mesmo.

Foi quase coincidência o Manual do Cafajeste ter feito um post (aqui) falando sobre uma mulher que estava atrás de homem por dinheiro e uma transcrição de outra conversa seguindo a mesma linha. O mais foda, pra mim, foi que a discussão que eu tive com essa amiga falava sobre o fato da mulher se posicionar como objeto, dela utilizar o corpo pra conseguir as coisas e de como a sociedade impôs isso, de certa forma, para que se torna-se uma verdade oculta quase que absoluta.

Como eu falei, a conversa fluiu e chegamos a uma parte onde ela culpava a evolução da sociedade machista como destruidora das mulheres e a publicidade (eu sou publicitário meu deus, ai eu tinha que discutir) como um algoz dissimulador e cruel.

Tá certo, eu sei que, depois do políticos, os publicitários são os seres mais odiados do mundo, só que dizer que a culpa é nossa é mentira, dado o link que eu passei do Manual.

Parando pra pensar: sexo por esporte, por diversão, casual, ou seja lá o que for, será que não são atos mais dignos do que dar pra um cara pelo dinheiro? Não desmerecendo nossas queridas meretrizes, elas assumem e o fazem profissionalmente, estou falando dessas "santinhas", dessas "articuladas, com classe e maravilhosamente lindas" que existem em todo mundo, COMOFAS? ME DIZ?

Pensar em mulher como objeto é muito fácil. Qualquer homem vê seu lanche quase como um objeto, pois muitas vezes elas são somente um truque de mágica: em uma mão você vê um celular, somente números, mas em um passe de mágica lá está ela.. TÃ-DÃ! No bar pronta para se embriagar e dormir contigo. Mas não é só o homem que pensa assim, que dispensa mulheres e que pega geral, vocês sabem disso. Quantas garotas não tem seus rolos e dividem o fim de semana entre aceitar ou não sair com o cara que lhe é mais agradável?

O que eu quero dizer é que todo mundo tá na mira dessa visão machista (talvez não só machista, por isso mesmo!). Todo mundo faz igual, todo mundo usa as armas que tem para conseguir alguém. Mas os homens, babacas por natureza, acabam fazendo tudo na caruda e levando o troféu pra casa. Em vez de "comer quieto", contam pra geral, que bota o braço pra cima e diz que fulano tem visão machista por que só usa as garotas.

Não é toda hora que você pega ou transa com alguém super legal, que vale a pena conversar de novo, às vezes é uma bosta e você até se arrepende. Já beijou de novo alguém que você não curtiu? Então, começa a pensar que isso existe quando você transa, bem como a pessoa podem não te curtir, ai quem dança é você.

Acho que muito dessa idéia de que homem é machista vem desse pessoal que transa, mas fica se fazendo de vítima, por que não sabe ser rejeitado e dessa outra parte que não transa e não sabe o que é ter que acordar com algum(a) infeliz do lado.

Confesso que esse assunto me irrita e esse tipo de hipocrisia me irrita o dobro. Mas, na real, eu acho que é bom você analisar as coisas desse jeito, pelo menos uma vez, tentar ver todos os lados. Não me julgo errado por pensar assim, pois sei que minha cabeça é aberta e mutável, acho válido estar aprendendo sempre e,uma vez ou outra, sua idéia e conceitos acabam mudando com tanta informação.

Afinal de contas, pra quem demorou o intervalo todo (20 min) pra dar o primeiro selinho na sua namoradinha da sétima série (14 anos), por que estava morrendo de vergonha, minha cabeça mudou muito e meu modo de agir nem se fala. Não é mesmo?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Amizade com ex?


Hoje sai com a minha amiga e ex-namorada.

Minha ex entre termos (como todos meus/minhas ex). Não sei exatamente se de ficadas constantes e esparsas por mais de um ano, no qual nos compartilhávamos com outras pessoas conscientemente (mesmo que tenha tido como ápice um namoro de 1 dia, no qual ela, após me jurar fidelidade, se pegou loucamente com outra garota na minha frente), contam exatamente como um relacionamento sério.


Somando-se isso ao fato da não existência de sexo. O triste motivo, nem nós sabemos direito. Uma falta de local apropriado (não que isso seja exatamente um empecilho!), impossibilidade de uma das duas (infelizmente mulheres não estão sempre aptas!), uma briguinha besta que fez deixar a outra na mão (literalmente!), ou, até mesmo, o fato de uma largar a outra por uma terceira pessoa (cruelmente!).

Mas este é apenas mais um dos muitos relacionamentos bizarros que já tive e que sei que terei pela frente (e que, ao que me parece, são os únicos que sou capaz de manter). E sim, o considero um relacionamento, porque houve muito sentimento. Ainda há. E isso me faz ver que acredito sim que possa haver amizade pos-término de relacionamento.

Nesta simples mesa de bar de hoje, em meio a um dia qualquer da semana, sem nenhum encontro especial marcado, sentamos só as 2, como a tempos não fazíamos, pra beber, conversar e matar as saudades como boas amigas, já que não nos víamos a um certo tempo. E nestas horas, falamos sobre tudo. Inclusive sobre nós.

E é estranho como podemos falar declaradamente sobre o ciúmes que ainda sentimos (e como) uma da outra quando nos vemos acompanhadas de outras mulheres, sem contudo, deixar de aceitar e levar numa boa esse fato, desejando, sinceramente, que a outra esteja feliz ao lado de quem estiver. Mesmo com recaídas, do tipo ligações, no meio da madrugada, chorando desesperadamente ao pedir que eu largasse a outra e que ficasse com ela que era a verdadeira mulher da minha vida (!), pudemos suportar já muita coisa que machucou seriamente as duas e continuarmos, acima de tudo, amigas.

Compartilhamos, inclusive, a mesma cama diversas vezes após o término do “relacionamento”, dormimos abraçadas... mas vi que a amizade era tão importante que nos fez pararmos em uma das nossas muitas tentativas de sexo, temendo estragar tudo que andava tão bem por estar esquecido e abafado lá no fundo, em troca de um remember dos tempos perturbados (e como!) que ficamos juntas.

E eu tenho certeza que não foi apenas uma paixãozinha fácil de ser superada. Foi a primeira garota com quem eu fiquei, e isso complica ainda mais, coisa do tipo “meu primeiro amor” feminino. Eu lembro o que senti e o quanto a quis. E isso é bem difícil para mim admitir, dificilmente me deixo realmente gostar de alguém. Mas quando gosto, me jogo mesmo. E como geralmente não é recíproco, não tem ninguém lá pra me segurar e eu acabo levando um belo tombo. E assim foi mais uma vez. Primeiro cai eu, depois a situação se inverteu e ela caiu, e depois ainda caímos juntas. Mas não dava, não rolava, não funcionávamos juntas. Decidimos então ficarmos de pé, sem ninguém se jogar em lugar nenhum, e separadas.

Mas eu a amei. E passou. Ela me amou também, e também passou. Passou, sem precisarmos fugir, nos distanciar, fingir que não nos viamos. Continuamos saindo juntas com nossos amigos, ficamos lado a lado, vimos uma a outra se agarrando com outras pessoas e agarramos juntas as mesmas pessoas às vezes, compartilhamos experiências de sexo que tivemos com outros, dividíamos segredos amorosos... Foi um tratamento de choque, de certa forma, para que o sentimento que tínhamos deixasse de existir, meio masoquista até, mas enchemo-nos uma da outra até nos enjoarmos enquanto amantes. Mas esse tipo amor passou, tornou-se uma coisa extremamente platônica. Não nos tocamos mais, nada de contato físico (quase sempre conseguimos, admito que há algumas recaídas em conseqüência principalmente do álcool), mas eu tenho certeza que nos amamos ainda, mas um amor diferente

E foi bom? Foi! Não me arrependo de nada (exceto, talvez, de não termos nos amado "concretamente" como nos amávamos sentimentamente). A amizade que temos hoje é uma coisa bem diferente das que já tive, é especial e única, e não quero a perder por nada. Provavelmente, ganhei muito mais com ela como amiga do que se fossemos qualquer outra coisa. Realmente, não há sexo, há só conversas. Mas se quer saber, apesar de nunca termos chegado aos finalmentes, foi muito bom, porque apesar de tudo, poucas vezes já me fizeram sentir tanto prazer como só um beijo dela já fez.

(e meninos, desculpem me pelo primeiro post que não exala testosterona)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu, eu mesmo e as mulheres


Eu não sai nesse final de semana, não peguei ninguém e nem tive nenhuma aventura sensacional/sexual, logo, não tenho nada de novo pra contar. Pensando nisso, e nessa falta de posts do blog, pensei em falar de mim e da minha interação entre um dos nossos principais temas: as mulheres. Claro que eu já falei disso aqui,mas dessa vez vou falar um pouco de como lido com isso e outras coisas mais.

Eu sou um cara meio tonto pra lidar com garotas, sério. É sempre mais difícil pra mim chegar, manter assunto e agradar essas mulheres do meu Brasil. Me acho muito fechado e até antipático, um daqueles bonitinhos (me considero, apesar d tudo, bonito sim) que você vê na balada, mas que não é tão capaz de te chamar atenção. Não sou EXTREMAMENTE sem graça, como pareço estar dizendo, mas não faço questão de chamar atenção, manja?

Vou tentar melhorar as coisas pro meu lado, explicando melhor a realidade (até eu to me achando um loser).

Sou muito tímido e fechado. Quando encontro um grupo de pessoas e, entre elas, UMA ÚNICA que eu conheça, as coisas complicam e entram em pauta apenas duas possibilidades: ou eu finjo q não vi/cumprimento de canto de olho sorrindo ou eu paro e cumprimento só o infeliz que eu conheço, deixando os outros a ver navios. Isso, de um ponto de vista realista, me transforma em um "daqueles chatos que não param pra cumprimentar ninguém e se acham demais para dar atenção pros outros" e coisas do tipo. Foda.

NÃO DÁ, não tenho paciência com gente que não conheço, a não ser que sejam todas mulheres e 2/3 aproveitáveis. Ai sim, claaaaaaaaaaro que eu paro e faço questão de me apresentar uma por uma (até as feias, demonstrando cavalheirismo).

Continuando.

Esse lance de timidez e falta de assunto acaba me fodendo de verde e amarelo, como na situação em que eu não chego na garota por que eu não faço a mínima de o que dizer após o "Oi, tudo bem?" ou PIOR, acabo desistindo de conversar, pois, mesmo sem assunto, fui lá falar com ela... ai se já viu, né? Morri na praia com o peixe na mão.

Certa vez, uma amiga minha disse que eu aparento ser meio nariz empinado, pelo fato de andar de cabeça reta e dar atenção só pra quem eu conheço, o que inibe um pouco uma suposta garota que venha tentar flertar comigo (ou algo que o valha). Nessa condição eu concordo e até assino embaixo, é meio complicado pra mim sair sorrindo pra todo o universo, o que eu posso pensar é que eu só sorrio pras pessoas erradas :(.

Dentro dessa idéia de "a culpa é do meu jeito" existem várias histórias de pessoas que eu conheci/peguei/algum amigo pegou que eu descobri (depois/tarde demais) que estavam afim de mim, mas não sentiram reciprocidade ou não teriam encontrado uma brecha pra isso. Me diz, comofas?

Tento todos esses fatos, o que eu acabo pensando é que deveria mudar um pouco, ser mais carismático, mais aberto. Sou comunicativo e me acho um cara interessante, conheço muito coisa e o fato de estar na Internet e ler muito (a porcentagem de coisas fúteis não é levada em conta) me faz ser antenado e não aquele mongolóide que não sabe de nada. A questão é que, chegar numa garota e puxar assunto falando sobre como a internet virou uma importante ferramenta de mídia, tendo como foco as redes sociais, não é muito funcional. Seria se estivesse em uma mesa de Bar e o assunto chegasse ao ponto (ou estaríamos bêbados ou entre publicitários/universitários).

Eu não sou sempre esse zero que não sabe como pegar garotas, mas o primeiro contato, pra mim, é sempre uma luta. Não sou bom pra essas coisas e também não sou tão ruim. E como, apesar de tudo, não sou tão ruim? Isso vai ficar pra um próximo post.